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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Mulher de Preto

O novo filme estrelado por Daniel Radcliffe, mais conhecido como Harry Potter, pode surpreender até os mais céticos. Diferentemente da saga estrelada pelo jovem ator britânico por uma década, "A Mulher de Preto" foi uma produção de baixo orçamento e, ainda assim, é uma película com qualidades técnicas e artísticas. Primeiramente, confesso, é estranho ver Radcliffe em outro papel que não seja o de um bruxo adolescente, porém, passada a primeira impressão, o roteiro e a habilidade que o ator soube adquirir com o tempo fazem com que ninguém mais se lembre que um dia ele esteve com uma varinha mágica nas mãos. Difícil não dedicar a maior parte dos comentários a ele, pois o filme é Daniel Radcliffe, os outros personagens são chamados de secundários por mero elogio, sendo mais precisamente terciários. Com efeitos razoáveis, porém nada excepcional, o pessoal da produção soube utilizar a tensão e os inesgotáveis sustos para prender o espectador e  não tornar o filme datado e mal-feito. Quero elogiar, também, o roteiro. Atualmente está raro deparar-me com um roteiro bem construído para um filme de terror, e, nessa película, Jane Goldman soube adaptar muito bem o livro de Susan Hill. O pessoal da produção merece um elogio geral pelas locações, utilizaram muito bem os relevos britânicos para contribuir para o terror da estória. E, por último, eu devo comentar que o final de "A Mulher de Preto" é, no mínimo, inusitado em filmes de terror, fugindo das duas opções mais frequentes, o sucesso completo na missão ou o ar de que uma sequência está por vir.
Resumindo, vejam o filme e se espantem com tudo, a começar pela qualidade técnica, de elenco, de roteiro e, por último, pela sua conclusão.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Palhaço

O segundo filme em que Selton Mello assume a direção é um dos melhores filmes do ano, não só nacionais como também internacionais. O que falta em muitas produções hoje, toma conta da estória: sensibilidade. Protagonizado pelo próprio diretor, na pele de um palhaço que vive um conflito. Benjamin (Selton Mello) como o palhaço Pangaré faz outros rirem, mas ele mesmo não consegue a sua felicidade. Suas angústias fazem-no questionar sua própria profissão. Embora Selton seja o protagonista, o elenco de apoio é tão bom quanto o diretor/protagonista. Paulo José, Teuda Bara, Fabiana Karla e tantos outros, todos muito bem selecionados para papéis desenhados de forma excepcional. Um show a parte é a participação especial de Moacyr Franco como o "Delegado Justo" numa das melhores cenas da película. É nítido o cuidado com a produção, o roteiro e o elenco. A vida de Pangaré funciona como uma metáfora para todos aqueles que sofrem de depressão, aqueles que vivem suas vidas se sentindo como palhaços que alegram os que estão ao redor a custa de suas próprias satisfações. Além disso, há uma grande crítica à desvalorização da cultura circense no Brasil. Enquanto pagamos centenas de reais prestigiando o internacional "Cirque Du Soleil", esquecemos de nossos próprios artistas, os quais vivem condições muitas vezes sub-humanas mantendo uma tradição heroica. O drama representado no filme é tão real que a comédia que permeia as cenas muitas vezes é recheada de um doce amargo e as reações do público podem ser as mais variadas, desde uma enorme satisfação a uma profunda comoção com o final. De qualquer forma, é um filme que merece ser visto várias vezes para poder captar todas as suas sutilezas!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A Pele Que Habito

O mais novo filme de Pedro Almodóvar estreia nesta sexta (4) no Brasil, e eu tive a oportunidade de ir à pré-estreia realizada pela Paris Filmes, graças ao portal Omelete! Eu estava esperando muito desse filme, não assisti a todos os filmes de Almodóvar mas gostei muito dos quais eu pude ver. "A Pele Que Habito" conta a estória de Robert Ledgard (Antonio Banderas), um cirurgião plástico que empenha em construir a pele "perfeita" e, para isso, utiliza como cobaia Vera (Elena Anaya), uma mulher que fica trancafiada na isolada mansão do médico. O novo filme do diretor espanhol mistura suspense e ação com um pouco de comédia e, como não poderia deixar de ser, elementos do melodrama tele-novelesco marcam presença. Muito interessante a forma como Almodóvar optou por contar a estória, de uma forma não-linear e que acrescentou muito à expectativa de quem estava assistindo. A cada instante éramos bombardeados por reviravoltas na trama, sempre com traços de ironia e irreverência. O travestismo e o transsexualismo, outros elementos constantes na obra do cineasta espanhol, também apareceram de forma inusitada e completamente inesperada. O filme consegue nos colocar primeiramente dentro de um ambiente aparentemente normal, com exceção do cativeiro de Vera, quando, após quase metade da película, somos surpreendidos com os flashbacks, percebendo que quase nada era o que parecia e conseguindo, então, estabelecer a conexão entre todos aqueles personagens, aparentemente tão diferentes uns dos outros. Já li algumas criticas não tão favoráveis ao novo filme, mas, ouso dizer, que foi o filme "almodovariano" que eu mais gostei de assistir. Momentos impagáveis de riso, tensão e surpresa. Com toda certeza, vale a pena ir ao cinema!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Amizade Colorida X Sexo Sem Compromisso

Esse é o primeiro post no qual eu comento sobre duas produções cinematográficas desse ano com a mesma ênfase, o motivo: são praticamente iguais no roteiro.
"Amizade Colorida" e "Sexo Sem Compromisso" contam as estórias de dois casais que fazem um acordo de manter relações sexuais sem envolvimento emocional e, como podemos prever, eles acabam se apaixonando e o trato dá errado. No primeiro o casal é protagonizado por Mila Kunis e Justin Timberlake e no segundo por Natalie Portman e Ashton Kutcher.
Se formos analizar a "evolução" nos roteiros das comédias românticas, percebemos o quanto o papel das mulheres se modificou no cinema. Enquanto os primeiros filmes do gênero apresentavam papéis femininos frágeis, à procura de um "príncipe encantado", nos filmes dos quais falo as protagonistas são extremamente decididas, bem sucedidas profissionalmente e não querem de forma alguma a companhia masculina, utilizando os homens apenas para satisfazerem seus libidos.
Porém, é nesse quesito que encontramos uma falha no roteiro de "Sexo Sem Compromisso". A película não apresenta nenhum delineamento da personagem de Natalie Portman para que possamos entender o motivo pelo qual ela evita tanto relacionamentos sérios. Ela interpreta alguém que pode ser definido em uma frase, "alguém que teme namoros", mas o porquê nunca é evidenciado. E é por isso que talvez o espectador fique um pouco entendiado a partir da metade do filme, não conseguimos acreditar na personagem e não há nenhuma culpa de Portman, pelo contrário, a atriz salvou o que pôde do seu papel. O filme é mediano, poderia ter sido melhor, parece que o "meio" da estória dura mais do que necessário, com Kutcher e Portman atando e desatando. Suas indas e vindas contribuem ainda menos para a credibilidade do final, ficamos com a impressão de que talvez a estória de encontros e desencontros de ambos seja infinita...
Agora, em "Amizade Colorida" o roteiro foi cuidadoso o suficiente para que o romance realmente funcionasse na tela. Fica claro desde as primeiras cenas a razão para as atitudes dos protagonistas, o que facilita muito a empatia com o conflito do romance entre os dois.
Nenhuma das duas comédias românticas é excepcional, longe disso. Mas, se tiver de escolher uma para assistir, veja "Amizade Colorida".

domingo, 2 de outubro de 2011

Contra o Tempo

Ducan Jones foi o diretor de Lunar (2009) e agora ele embarca novamente em um projeto de ficção científica, mas dessa vez com mais ação. Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) acorda num trem no corpo de outra pessoa e descobre que está numa missão para descobrir quem implantou uma bomba. Ele pode reviver os últimos oito minutos de vida da pessoa que estava no trem explodido. Stevens, que não se lembra dos seus dois últimos meses de vida, aos poucos começa a encontrar pistas sobre seu próprio passado e como ele acabou entrando nesse projeto. A película possui ótimos momentos de ação, mas também trabalha com problemas existencias e até mesmo questões da sociedade atual. Assuntos como terrorismo, eutanásia, doação de órgãos, vida em coma e viagem no tempo são tratados no filme de formas tão diferentes que o espectador pode nem mesmo perceber o que acabou de presenciar. Uma pessoa em coma consegue viver? Pode existir uma vida paralela dentro de nossas mentes quando entramos em coma? Qual o limite para tentar impedir o terrorismo? Podemos nos utilizar de pessoas como objetos? Michelle Monaghan, de "Missão Impossível III" e "Controle Absoluto", entra no papel de Christina Warren, o par romântico de Stevens e uma das vítimas do atentado terrorista. Jones acerta na rapidez, agilidade dos cortes, o filme é ágil no ponto exato. Destaco, ainda, Vera Farmiga(Amor Sem Escalas) na pele de Coleen Goodwin, a capitã que comanda Stevens no projeto. Ótimo filme de suspense, com ação na medida certa e ficção científica tratada de maneira surpreendente.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sem Saída

Do diretor John Singleton (+Velozes e +Furiosos), "Sem Saída" é o novo filme do ator Taylor Lautner, mais conhecido pelo seu papel de lobisomem na saga Crepúsculo. No geral, a trama vale a pena e o ritmo dado é suficiente para que o espectador "compre" a história, o que pra mim é o mais importante num filme de ação. Nesse gênero, não é de extrema importância que tudo saia perfeito e que a técnica seja primorosa. O começo do filme não é muito orgânico, a história é acelerada demais e algumas cenas parecem não se encaixar muito bem nas sequências. Um exemplo seria a cena em que os pais adotivos de Nathan (Lautner) estão dançando "Slave To Love", foi uma boa escolha musical para ambientar a geração dos dois, porém, os atores e o modo como foi filmado não ajudaram muito. Mas o importante é que isso não atrapalha o filme. Um dos motivos é a atuação de Lautner, ouso dizer que o jovem será o sucessor de Tom Cruise e Matt Damon no gênero. Não é fácil atuar nesse tipo de papel, você não precisa possuir técnicas de atuação excepcionais mas você precisa ter um ar de "bad boy" e ao mesmo tempo ser "sensível" para que o público acredite no que você faz e torça por você. E Lautner consegue as duas coisas muito bem, desde pequeno luta artes marciais, o que traz mais veracidade para suas cenas de luta, e tem o ar de mocinho que o romance do filme exige. Foram felizes também as participações de Sigourney Weaver (Alien, Avatar, Os Caça Fantasmas) e Alfred Molina (Os Caçadores da Arca Perdida, Homem-Aranha 2, O Código Da Vinci). Mas o destaque mesmo é Lautner que facilmente superará o stigma de "lobisomem do Crepúsculo" e já encontrou sua área de atuação. Para quem gostou de Missão Impossível e Identidade Bourne, esse é o filme do momento. E acho que podemos esperar mais filmes bons do gênero estrelados por esse garoto!

domingo, 18 de setembro de 2011

Missão Madrinha de Casamento

Annie, interpretada por Kristen Wiig do Saturday Night Live, é uma mulher na meia idade com problemas financeiros e que recebe o convite de sua amiga de infância para ser a madrinha de honra de seu casamento. Annie passa então por uma série de situações constrangedoras juntamente com as outras madrinhas da cerimônia. Muitos falam que esta é uma versão feminina de "Se Beber, Não Case", mesmo que fosse, o que não é, seria uma versão melhor do que a anterior. Com piadas inteligentes e sem a habitual apelação no roteiro com uso de piadas preconceituosas e palavrões. Algumas das cenas em especial são pra rir até chorar, desde um concurso de discurso entre as madrinhas até quando elas pegam infecção alimentar dentro de uma loja de vestidos de luxo. Nas atuações destaco a própria Kristen Wiig, Rebel Wilson e Matt Lucas como os insuportáveis colegas de apartamento de Annie e também Melissa McCarthy, como uma das madrinhas e irmã do noivo, que foi responsável por boa parte das piadas funcionarem bem. Se você já foi a algum casamento e conhece os preparativos vai ver como todo o ritual que cerca a cerimônia pode se tornar extremamente cômico e, ao mesmo tempo, irônico. Caso contrário, as situações em que Annie se encontra podem ser associadas a outras que todos nós já passamos e que nunca foram exploradas do modo como essa protagonista atrapalhada faz.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens

Foi muito bom ver Daniel Craig e Harrison Ford nos papéis principais do filme dirigido por Jon Favreau (Homem de Ferro). A atuação dos dois equilibra a história, Craig com seu jeito de anti-herói sério e compenetrado e Ford um anti-herói com um tom debochado no melhor estilo Han Solo. O filme conta a história de Jake Lonergan (D. Craig) que acorda no meio do deserto completamente desmemoriado. Ao chegar na cidade mais próxima descobre que é procurado pela polícia por um roubo de ouro. Cidade esta controlada pelo coronel Dolarhyde (H. Ford), homem linha dura e que entra em conflito com Lonergan devido ao fato do ouro roubado ter sido o seu. Todas as desavenças vão sendo deixadas de lado quando surge um inimigo em comum, os aliens, que para eles eram demônios (mentalidade do velho oeste).
Na película encontramos diversas homenagens aos filmes de faroeste e também aos filmes de extraterrestres. É interessante ver que o filme não é controlado pelos efeitos especiais, como o gênero ação/ficção-científica costuma apresentar, ao invés disso temos ótimas atuações e desenvolvimento de todos os personagens, formando um verdadeiro arco. Minha maior alegria é o filme ter sido feito e distribuído em 2-D, o que está ficando cada vez mais raro. Pontos um pouco desconcertantes são os E.T.'s, os quais não aparentam ter a inteligência necessária para dominar a tecnologia apresentada. Afinal de contas, a luta final entre os mocinhos e os aliens no final do filme parece mais um massacre dos E.T.'s desnorteados, sem saberem o que lhes atingiu. Com tudo isso, é um bom filme de ação, muito bem produzido que apresenta até mesmo um certo saudosismo do subgênero faroeste. Com "Rango" e "Cowboys & Aliens", quem sabe não teremos um estímulo para produção de um novo clássico do Velho Oeste?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Apollo 18

É verdade que a técnica de filmes de suspense utilizada em A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal e REC não é novidade pra ninguém. Mas nem por isso Apollo 18 deixa de ser novidade, afinal é um filme de suspense na... Lua! O filme parte do fato de que a última missão à Lua foi Apollo 17 em 1970, a partir de então nunca mais houve uma missão tripulada ao satélite, ou será que houve? E por que o Homem nunca mais voltou lá? A filmagem aparentemente amadora garante a nossa imersão na história, embora a narrativa demore tempo considerável pra "decolar". Pra quem for ao cinema, tenha certeza de que terá alguns sustos. Mas nada que dure muito tempo, e o filme só não torna entediante por que queremos saber   se e como os astronautas conseguirão retornar à Terra. No meio do filme já começamos a perceber que as pedras estranhas encontradas na Lua pelos personagens são formas alienígenas, embora nenhum dos personagens tenham suspeitado de nada. Aliás, alienígenas que parecem ser uma mistura de caranguejo e aranha. O filme não chega a ser assustador por dois simples motivos. O primeiro é que a ameaça se encontra na Lua, longe o suficiente para nos sentirmos seguros. O segundo porque o alien não convence no papel de monstro-manipulador-vilão. Ficaria muito mais legal se eles entrassem no corpo dos astronautas e começassem a manipular suas mentes. Mas o roteirista decidiu que aqueles bixos ridículos iam apenas matar os astronautas. Enfim, espere pelo DVD/Blu-ray, não gaste dinheiro indo ao cinema. E muito menos vá achando que esse é um dos melhores filmes do gênero, os três que eu citei no começo do post fazem muito mais jus à fama!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Planeta dos Macacos - A Origem

"Planeta dos Macacos – A Origem" explica como a raça humana foi dominada pelos macacos. A película funciona como um prólogo ao filme que deu origem a saga. O “Planeta dos Macacos” original, de 1968, tem Charlton Heston ("Ben Hur" e "Os Dez Mandamentos") no papel principal como Taylor, um astronauta que retorna a Terra milênios após ter se perdido no espaço. Ele não percebe que está na Terra, acredita estar em um outro planeta. A descoberta de que o planeta que ele está realmente é a Terra acontece na cena final do filme, quando ele encontra os restos do que um dia havia sido a estátua da liberdade.

Em A Origem nós temos James Franco como Will Roadman, um cientista que dedica sua vida a descoberta da cura pro Alzheimer, doença da qual seu próprio pai sofre. Pra isso, ele desenvolve um vírus e o implanta em macacos para testes. O vírus não só regenera células cerebrais como também desenvolve a capacidade intelectual dos símios.

Um dos chimpanzés ,Cesar, interpretado por Andy Serkis, é criado por Roadman em sua casa. Após um acidente em que Cesar tenta proteger o pai de Roadman do vizinho. Ele é retirado da tutela do cientista e passa a ser maltratado por um funcionário de uma instituição que cuida de macacos. Cesar cultiva, então, um ódio pelos homens e resolve se rebelar. Ele infecta a todos os macacos da instituição com o vírus e assim, lidera uma fuga para a floresta mais próxima, criando uma das melhores cenas de ação do filme, na ponte Golden Gate, símbolo de San Francisco.

Pra mim o melhor filme da saga após o original. O roteiro está muito bem feito, várias homenagens ao primeiro filme foram incluídas. Uma das falas mais famosas, “tire suas patas de mim, seu maldito macaco sujo!” foi incluída. No original, a mesma foi dita por Charlton Heston na cena em que Taylor consegue voltar a falar e, agora, é dita por Tom Felton, o funcionário que maltrata Cesar um pouco antes dele aprender a falar. O paralelismo não para por aí, a primeira cena do filme é o aprisionamento de macacos na selva, lembrando muito a cena em que humanos são capturados no começo do primeiro filme.

Melhor filme de ação que assisti até agora durante o ano de 2011 e uma excelente homenagem para os fãs de O Planeta dos Macacos, com toda certeza vale o ingresso!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Árvore da Vida

Sei que vou criar inimizades, mas devo confessar que nunca gostei dos filmes de Terrence Malick. Eu não nego que visualmente eles são muito bonitos e a forma que o diretor grava as tomadas é, no mínimo, inusitada. Mas, para mim, um filme tem que ser mais que isso. Acima de tudo, uma boa película tem que prender a atenção da plateia. Não foi o que eu presenciei quando eu fui ao cinema assistir ao ganhador da Palma de Ouro 2011 do Festival de Cannes. "A Árvore da Vida" começa bem, com um prólogo belíssimo sobre o surgimento do universo, da vida na Terra, me remetendo, inclusive, a "2001" de Kubrick e ao mais recente "Melancolia" de Lars Von Trier. Depois disso tudo, o foco fica numa família composta por uma mãe submissa a um pai agressivo e seus três filhos. Um drama muito bem filmado, com exceção dos cortes longos para uma cena escura de algo luminoso. Cena esta que aparece repetidas vezes no filme e faz com que qualquer um na sala de cinema perca a paciência... Quando você consegue se ajustar ao drama familiar que aparentemente não tem nenhuma conexão com o início do filme, tudo fica novamente estranho e belo. Terminando, é claro, com a cena escura de uma luminosidade esquisita. Sei que pode parecer presunção criticar um diretor tão admirado nos circuitos de festivais. Mas eu gostaria de deixar uma dica para Malick: assista aos filmes de Kubrick e de Trier que eu citei e aprenda que é possível fazer obras que agradem aos críticos e também ao público. Incrível como ainda existem pessoas que não se lembram da essência do cinema: diversão. Alguns diretores não deveriam filmar apenas para ganhar prêmios, que é o que fazem. Por favor, sejam Spielbergs ou Coppolas, só não sejam Malicks!

Super 8

Produzido por Steven Spielberg e dirigido por J.J. Abrams ("Lost" e "Star Trek"), Super 8 conta a história de um grupo adolescentes aspirantes a cineastas que, com uma filmadora Super 8 conseguem imagens de um acidente de trem envolvendo um alienígena. Tudo o que este alienígena quer é voltar para seu planeta de origem, porém a Força Aérea Americana é um empecilho. Uma aventura para todas as idades, quem pensou em "E.T. O Extra-terrestre" pode estar certo de que Super 8 é sim uma bela homenagem à eterna película de Spielberg. É claro que algumas alterações são bem-vindas. O novo alien não é tão amigável assim com os humanos, chegando a matar muitos durante o filme. Além disso, ele também ganhou uma aparência mais assustadora. Mas os pontos de suspense são muito bem equilibrados, no roteiro, com os momentos de comédia. Destaque para o ator Riley Griffiths interpretando o gorducho nerd da turma que sonha em ser diretor. Muito do sucesso do filme, deve-se à sua capacidade de atuação. Como curiosidade, mas não chega a ser um destaque, temos Elle Fanning, irmã da ótima Dakota Fanning. Fiquei feliz em ver também que eles seguiram muito bem a regra de evitar ao máximo mostrar o "monstro", ajudando a construir o clima de tensão e fazendo com que os efeitos especiais não tomassem conta do filme. Para as crianças, um ótimo filme de aventura e para nós, adultos, um retorno à infância de "Os Goonies" e "E.T.".

domingo, 14 de agosto de 2011

Melancolia

O novo filme de Lars Von Trier tem algo em comum com seu penúltimo (Anticristo). Ambos tratam da depressão em protagonistas femininas. O filme possui duas partes, cada uma com o nome das duas protagonistas. A primeira, Justine, interpretada por Kirsten Dunst, parece sofrer de uma depressão existencial, com dúvidas sobre si mesma e a Humanidade. Sua irmã, Claire , otimista, tenta equilibrar as situações de sua delicada família e construir uma realidade alternativa. Mas tudo isso é em vão, quando o planeta Melancolia ameaça colidir com a Terra e, assim, destruir por completo suas chances de ser feliz. Embora uma obra de ficção, não pode ser chamada de ficção científica. A aproximação do planeta Melancolia é mais metafórica do que física. Pouca explicação sobre o fenômeno é dada, propositadamente. A destruição que o planeta sofre é causada pela depressão, considerada o mal do século. Além disso, a personagem de Justine leva os questionamentos a um outro nível, ao colocar dúvidas sobre o merecimento do Homem em existir. A questão central do filme é a forma como cada uma das protagonistas lida com os problemas e a frustração de suas vidas. Justine representa o conformismo e Claire a inquietude. Lars Von Trier mais uma vez cria um belísssimo Prólogo, utilizando assim como em Anticristo, o recurso do Slow Motion. Além disso, suas tomadas rápidas, muitas vezes utilizando, câmera de mão possibilitou transportar a angústia e o transtorno dos personagens para as salas de cinema. Ouvi várias reprovações ao sair do cinema, tendo a certeza de que aquele realmente era um filme que valia a pena ser vivenciado!

sábado, 30 de julho de 2011

Capitão América

Como fazer com que um herói com características tão nacionais (estadunidenses) faça sucesso num mercado globalizado? Simples, coloque-o contra um inimigo comum à todos e num passado distante. Capitão América veste uma bandeira dos EUA e pertence ao exército americano, mas nem por isso ele desaponta no papel de defensor mundial. O primeiro filme da nova franquia cinematográfica da Marvel se passa na segunda guerra mundial e os vilões são (advinhe!) os nazistas, incorporados pelo Caveira Vermelha, interpretado pelo excelente Hugo Weaving (o Elrond de "O Senhor dos Anéis" e o agente Smith de "Matrix"). A película retrata as origens do capitão, como ele adquiriu seus poderes. O herói é interpretado pelo tocha-humana do "Quarteto Fantástico", Cris Evans, que acerta no tom e veste bem o uniforme tricolor. Dirigido por Joe Johsnton, o qual já não era nenhum novato em blockbusters, Joe é o diretor de "Jurassic Park III", "Jumanji", e, mais recentemente, a refilmagem de "Lobisomem" pela Universal. Gostei muitíssimo do roteiro de Christopher Markus  e Stephen McFeely, os dois souberam trazer humor sem arruinar a ação do filme, algo que as comic novels sabem fazer tão bem mas os roteiristas geralmente não. Os dois também fizeram parceria na franquia "As Crônicas de Nárnia", embora nessa empreitada eles não tenham se saído muito bem, basta ver a alteração de estúdios que a franquia sofre. Grata surpresa foi a presença de Dominic Cooper (Mamma Mia!" e "A Duquesa") como Howard Stark, pai do nosso querido Homem de Ferro e que ficou incrivelmente semelhante a Downey Jr. O romance do filme fica por conta do personagem principal e da atriz Hayley Atwell ("A Duquesa"), mas não convenceu. Foi o único ponto fraco do filme, no momento em que ocorre o único beijo entre eles, não conseguimos nem ter uma reação à altura pois o roteiro não nos convence do relacionamento.
Com "Thor" e "Capitão América", a Marvel já conseguiu fazer deste um de seus melhores anos no cinema. Agora, estamos à espera do "Lanterna Verde" da DC Comics em agosto e, é lógico, da sequência de "Capitão América" que, com toda certeza, será ambientada nos dias atuais!

domingo, 24 de julho de 2011

Assalto Ao Banco Central

O mais novo filme nacional nos cinemas, dirigido por Marcos Paulo, estreante na tela grande, conta a história do maior e mais criativo roubo de banco da história brasileira. Em 2005 uma quadrilha roubou 164,7 milhões de reais do Banco Central de Fortaleza através de um túnel de 80 metros. Parte de seus integrantes e a maior parte do dinheiro nunca foi descoberta. Se não fosse o ótimo elenco e a incrível história, o filme teria sido pior do que já é. Não vou dizer que o cinema brasileiro ainda não sabe fazer filmes de ação. Alguém já assistiu um filme chamado "Tropa de Elite 2"? Porém Marcos Paulo ainda precisa aprender muito sobre direção cinematográfica... A culpa não é só dele, na tentativa de fazer com que a quadrilha fosse um personagem, o roteirista Renê Belmonte ("Se Eu Fosse Você 1 & 2" e "Sexo, Amor e Traição") fracassa ao trazer pouquíssimos delineamentos aos integrantes. Eriberto Leão não convence como o malandro que possui habilidade de aplicar incríveis golpes e manipular situações, e não é só por ele ser um péssimo ator escalado porque possui um corpo malhado e rosto de mocinho da novela das seis, mas porque não há nada no roteiro que nos convença disso. O filme começa com um diálogo entre Barão (Milhem Cortaz), o cabeça do bando, e sua mulher sobre a pessoa certa para supervisionar o assalto e, então, surge o nome do Mineiro (E. Leão), mas não existe uma cena que mostre a necessidade dele no bando. Barão também não apresenta uma única característica de ser o cabeça do grupo, a não ser que o clichê de jogar xadrez numa das cenas te convença do contrário... Belmonte deveria ter assistido a "Cães de Aluguel" (Q. Tarantino) para ver como uma quadrilha precisa de personagens sólidos para funcionar como um único personagem. Dois pontos que salvam algo, Tonico Pereira no papel do Doutor, um engenheiro comunista que supervisiona a construção do túnel e a apresentação da história de forma não-linear. O primeiro consegue trazer um pouco de profundidade para seu papel e o segundo foi quase arruinado por M. Paulo que , na edição, quase destrói tudo construindo um filme com início linear e o resto não-linear. Um filme confuso até na narrativa, o único ponto bom do roteiro de Belmonte foi destruído na ilha de edição...
Ainda assim, eu recomendo o filme! E o leitor deve estar confuso agora. Mas é porque depois de tanta trapalhada da equipe de produção, o que poderia ter sido um bom filme de ação se tornou um bom filme de comédia. A plateia da sala onde assisti não se cansava de dar risadas, principalmente pelos clichês do roteiro, a edição atrapalhada e a atuação de Vinícius de Oliveira ("Central do Brasil") como um gay afeminado evangélico. Parece que Belmonte ainda não conseguiu fugir do tema que tanto lhe persegue...

sábado, 16 de julho de 2011

Dieta Mediterrânea

Uma comédia romântica espanhola com um triângulo amoroso entre dois irmãos e Sofia (Olivia Molina), a qual escala os degraus para se tornar uma grande chef de cozinha. Pode-se dizer que "Dieta..." possui um pouco de "Os Sonhadores" e "Vicky, Cristina, Barcelona", assim como um pouco de "Julie & Julia", mas nem por isso deixa de ser interessante. Primeiro que, diferente destes, "Dieta..." trata do amor à profissão e como ele se intersecta ao amor propriamente dito. É um filme leve, alegre, daqueles em que não há preocupação, pelo menos não direta, em transmitir nada além de diversão instantânea. Roteiro formal, nada a acrescentar em técnica, serve ao propósito da obra. Como já disse, "Dieta..." é entretenimento. Não vejo o motivo das pessoas tenderem a desmerecer a diversão atualmente. Cinema é algo amplo demais para tentarmos restringí-lo, é uma arte que possui alcance popular maior que qualquer outra arte e, por isso, é a mais afetada pelo público. Acho que isso é uma das coisas mais bonitas na sétima arte, ela é democrática! Portanto, passe uma tarde de domingo alegre, ao lado de quem você gosta, assistindo a "Dieta Mediterrânea", garanto que será uma ótima tarde. De preferência, faça uma ótima refeição junto com o filme. Afinal de contas, "Dieta..." mostra que cinema e culinária são uma ótima combinação!

sábado, 18 de junho de 2011

Meia Noite Em Paris

É impressionante como Woody Allen consegue criar filmes de comédia nos quais o riso é interno, leve, você sai do cinema mais feliz. As situações não são o que causa comicidade e sim os personagens, tão próximos da realidade e, por isso mesmo, tão cômicos. Allen consegue, mais uma vez, brincar com a estupidez humana. "Meia-Noite em Paris" começa com Gil (Owen Wilson) e Inez (Rachel McAdams), noivos e com absolutamente nada em comum em Paris, cidade pela qual Gil, um escritor de roteiros prestigiado, é fascinado. Gil decide parar de escrever roteiros e se dedicar ao seu primeiro livro, um romance. Desacreditado por Inez, Gil é uma pessoa que vive sonhando com os anos 20 em Paris e as personas que viveram nessa época: escritores, pintores entre outros artistas. Para ele, essa foi a "era de ouro". De repente, ele descobre que, à meia-noite, um carro pode levá-lo ao passado e começa, então, a conviver com Fitzgerald, Hemingway, Dalí, Buñuel e até mesmo Picasso. Seus novos amigos o ajudam a enxergar a verdade sobre seu triste relacionamento e seu livro. Um dos mistérios do filme é se aquilo tudo é um delírio ou se realmente a "viagem no tempo" acontece, algo que só é descoberto no final e eu não vou revelar. O mais interessante é como Allen trata o assunto do saudosismo, da insatisfação humana pelo presente e do desejo do retorno ao passado, este obviamente idealizado. Cheio de referências culturais das mais óbvias às mais sutis, homenageia Paris de um modo em que é impossível chegar ao final do filme sem querer visitá-la. A "viagem no tempo", real ou não, pode, sim, ser feita em Paris, uma cidade emersa em grandes acontecimentos no decorrer da História e que, até hoje, mostra marcas preservadas disso. Destaque para a trilha sonora, extremamente parisiense, ajuda muito na imersão de quem está assistindo.

domingo, 12 de junho de 2011

Trabalho Sujo

Foi dirigido por Christine Jeffs (a mesma de "Sylvia"), mas o mais importante mesmo são seus produtores, os mesmos de "Pequena Miss Sunshine". É por essa dica que pode-se começar a antecipar o que vem pela frente. Assim como em "Pequena Miss Sunshine" temos no centro da trama um novo clã familiar, no qual o patriarca é, novamente e para a felicidade de todos,  Alan Arkin. O excelente ator é o avô de Oscar neste filme. Interessante como em ambos os filmes as crianças são peça fundamental no roteiro. Em "Pequena..." temos Olive como a protagonista e neste Oscar é um menino criticado por "profissionais de ensino" que não sabem lidar com crianças diferenciadas da média. Ponto fraco do roteiro, um conflito tão interessante como o problema de Oscar é deixado praticamente de lado após a sua apresentação, o que aconteceu com ele?! O que está no centro do filme e também nas margens, até porque seus 97 minutos não dão liberdade para desenvolver qualquer outra trama paralela, é o problema financeiro de Rose, interpretada por Amy Adams , de "O Vencedor". Rose foi na adolescência uma garota popular no colégio e hoje faz serviços de limpeza e tem problemas afetivos, tendo um caso com um homem casado. Tentando mudar o rumo de sua vida ela começa um negócio próprio: limpeza de cenas de crime. Conta com a parceria de sua irmã, Norah, interpretada por ninguém menos que Emily Blunt. O filme é ótimo, porém tinha potencial pra ser muito melhor, muita coisa boa que podia ter sido explorada, foi desperdiçada. O problema de relacionamento de Rose, por exemplo, embora tenha sido tratado durante a maior parte do filme some no final. O que aconteceu entre ela e Winston, o aeromodelista? E quanto ao relacionamento entre Norah e Lyn (Mary Lynn Rajskub), duas grandes atrizes mal aproveitadas. Embora tenha suas falhas por não ter utilizado todo o potencial que a história e o elenco tinham a oferecer, o filme ainda é ótimo. Assim como em "Pequena...", permeado por críticas, ironias e comicidade amarga, nada menos do que o esperado, vejam!

domingo, 5 de junho de 2011

Cleópatra (1963)

Um dos filmes mais caros já produzidos. Com o ajuste da inflação, foram utilizados o equivalente a 297 milhões de dólares (2007). Dirigido por Joseph L. Mankiewicz, o filme foi vencedor de quatro Oscars (Fotografia, Direção de Arte, Efeitos Especiais, Figurino). Realmente foi um filme em que a produção foi impecável. Alguns erros históricos (se não muitos), incluindo erros anacrônicos. Mas o filme não foi feito para ser fiel à História, que sirva de lição para os críticos da época e para alguns contemporâneos: cinema NÃO é aula de história, é entretenimento. E quando fala-se em entretenimento, tudo é válido. A 20th Century Fox, produtora de "Cleópatra", estava na época passando por dificuldades financeiras e mesmo assim resolveu arriscar tudo nesse projeto ambicioso, o retorno foi satisfatório e, o que parecia ser seu útimo e grandioso suspiro, serviu para revitalizá-la. Elizabeth Taylor, uma das maiores musas do cinema de todos os tempos e falecida este ano, teve uma ótima atuação, digna de ser lembrada. Mas quem merece as glórias é mesmo Rex Harrinson como Júlio César, indicado inclusive para o Oscar de Melhor Ator (perdeu para Sidney Poitier, primeiro ator negro a receber um Oscar nessa categoria). Harrinson conseguiu trazer profundidade para suas falas , embora o roteiro não favorecesse muito, e salvou a primeira parte do filme.
Destaques e mais destaques para os figurinos de Cleópatra. Alguns criticam a extensão do filme (aproximadamente 248 minutos, dependendo das versões), porém não chega a ser cansativo assistí-lo. Embora, eu deva concordar, a segunda parte se extende mais do que era necessário. Somando-se os prós e os contras, por que deve-se assitir "Cleópatra"? Eu pergunto, por que não se deve assistir "Cleópatra"? Com boa produção, erros históricos, algumas falhas de roteiro, crítica pesada mas excelente entretenimento.  Posso citar uma dezena de filmes que foram lançados recentemente com as mesmas características e que fizeram sucesso nas bilheterias. "Cleópatra" não é uma recomendação minha, é uma sugestão.

domingo, 29 de maio de 2011

Namorados Para Sempre

Dirigido por Derek Cianfrance, um famoso diretor de documentários e que realizou com "Namorados..." um projeto de 12 anos! É dele também o magnífico roteiro do filme, que pode até ser considerado auto-biográfico, já que ele mesmo disse que, após a separação de seus pais, sempre teve interesse em estudar esses acontecimentos. O filme prima pelo realismo que não foi alcançado à toa. Estrelado por Michelle Williams e Ryan Gosling como o casal em crise à beira do divórcio, os atores só receberam o roteiro com suas falas para que os diálogos fossem espontâneos. Além disso, não se conheceram antes do início das filmagens. Elas cobriram o momento em que o casal se conhece e  quando o relacionamento deles está por um fio. Separando esses dois pontos está a filha, último elo entre os dois. Com flashbacks dialogando diretamente com as cenas do "tempo atual", o filme é uma composição de tomadas. Belas interpretações, destaque para Michelle Williams, indicada ao Oscar (perdeu para Natalie Portman). Williams está no projeto com Cianfrance desde 2003 e ajudou a compor sua personagem. "Namorados Para Sempre" me lembrou muito "Cópia Fiel" do Kiarostami, devido ao tema. Porém ambos são primorosos por motivos e abordagens diferentes. Aliás, outro filme que deve ser lembrado é "Foi Apenas Um Sonho" de Sam Mendes.  Todos recomendadíssimos! "Namorados Para Sempre" estreia dia 10/06, não percam!